Kay Sage, uma mulher surrealista

Katherine Linn Sage nasceu no ano de 1898 em Albany nos Estados Unidos. A artista fez parte do movimento artístico do Surrealismo, essa corrente artística surgiu no período entre guerras e que foi influenciado pelo dadaísmo. Kay Sage é uma das mulheres importantes do surrealismo, além de ser uma grande fonte de recursos financeiros dos artistas surrealistas, pois ela era de uma família muito rica e era algo normal para os artistas(vide Rembrandt e Johannes Vermeer) usar as mulheres ricas para conseguir se sustentar com a arte, seja pelo custo dos materiais de pintura, quanto as poucas encomendas que alguns artistas recebiam. Também existiam os artistas que se ressentiam da riqueza de Kay Sage e boicotavam a artista.

A artista começou seus estudos na Foxcroft School, uma instituição de ensino para meninos que na época recebia as filhas dos grandes milionários da época, como a família Rockefeller. Para treinar suas habilidades artísticas, Key Sage estudou em Roma, na Académie des Beaux Arts de Rome, depois foi para a British School. A pintora se mudou para Paris por causa de seu interesse na arte surrealista, na cidade, Kay Sage chama a atenção dos artistas surrealistas, André Breton e Yves Tanguy.

O fato da pintora vir de uma família muito rica incomodou André Breton, já Yves Tunguy não se sentiu assim, Kay Sage e Tanguy iniciaram um caso amoroso.

A maioria das pinturas da artista foram feitas a partir da década de 1940. Uma das obras feitas pela artista ainda no ano de 1940 se chama Danger, construction ahead.

Danger, construction ahead, Kay Sage.

A pintura acima é uma obra surrealista, a artista tem essa preferência por construções arquitetônicas, a imagem retratada por Kay Sage pode ser considerada como sendo uma figura do subconsciente que não seria considerada racional. Kay Sage mostra em sua pintura uma paisagem de deserto com uma espécie de construção contorcida em primeiro plano.

Ainda na década de 1940 a artista fez uma outra pintura surrealista chamada de Margem de Silêncio:

Margem do Silêncio, Kay Sage.

Margem de Silêncio é uma pintura surrealista que mostra a interpretação emocional do subconsciente, Kay Sage também cria uma paisagem que parece inóspita, algo típico das pinturas surrealistas, a artista cria um objeto arquitetônico em que ela coloca uma espécie de tecido, ou algo com caimento de tecido, cobrindo essa construção pontiaguda.

Uma outra pintura com essa temática de silêncio se chama O silêncio branco:

O silêncio branco, Kay Sage.

Essa obra, O silêncio branco, também foi pintada na mesma época da pintura Margem do Silêncio. A artista retrata uma paisagem de um deserto, os surrealistas tem em comum essa paisagem desértica, onde existe um chão e um céu. No Maneirismo, por exemplo não existe um local onde as figuras ficam, isso fica explícito na utilização de um fundo totalmente preto, na pintura surrealista os objetos colocados pelo artista pertencem a algum lugar.

As figuras surrealistas pintadas por Kay Sage muitas vezes se apresentam contorcidas, torcidas, cobertas por um tecido. Uma pintura da artista que aparecem essas características se chama As quatorze adagas:

As quatorze adagas, Kay Sage.

As quatorze adagas mostra uma pintura que tem uma escada e essas figuras contorcidas e pontudas estão cobertas por um tecido, a imagem retratada pela artista tem uma porta por onde uma das figuras está se encaminhando para a escada. Na parte externa desse ambiente mostrado por Kay Sage existe um céu azul uma característica da pintura surrealista.

Kay Sage costumava colocar tecidos em objetos retratados pela artista em suas pinturas, podemos ver essa estética na obra chamada de Muito cedo para o trovão:

Muito cedo para o trovão, Kay Sage. (Pinterest)

Nessa obra, Muito cedo para o trovão, Kay Sage mostra uma construção arquitetônica pontudas, em formato de triângulo, em primeiro plano vemos uma figura torcida coberta parcialmente por um tecido de cor ocre alaranjado. A paleta de cores usada por Kay Sage tem tons terrosos, beges. Existe uma iluminação na pintura vinda de fora na parte direita, como podemos ver pelas sombras retratadas pela artista. Essa pintura também foi feita na década de 1940.

A artista utilizava figuras geométricas em suas pinturas como em Eu vi três cidades:

Eu vi três cidades, Kay Sage.

Eu vi três cidades mostra construções em formato de pirâmide e também triangulares. Existe uma espécie de escultura coberta por um tecido, em que podemos perceber uma ventania que deixa o tecido virado numa direção. A paleta de cores é bege. com tons esverdeados pintados no céu dessa imagem.

A artista começou a utilizar cada vez mais construções arquitetônicas como na pintura Tomorrow is Never:

Tomorrow is Never, Kay Sage.

Essa evolução estética também é resultado de uma doença que a artista está desenvolvendo, a catarata.

Kay Sage morre no ano de 1963.

Referências e imagens:

https://surrealism.website/index.html

https://www.wikiart.org/

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4 comentários em “Kay Sage, uma mulher surrealista

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