Ansiedade: Vivendo no “País das maravilhas”

“Aqui, como você pode ver, é preciso correr o máximo possível para permanecer no mesmo lugar.” Alice através do Espelho, Lewis Carroll.

É possível viver uma vida mais calma e com menos estresse num mundo parecido com o “País das Maravilhas” de Alice.

A obra de Lewis Carrol, “Alice no País das maravilhas” e sua continuação “Alice através do espelho”, narra a história de uma garota chamada Alice, que entra num mundo estranho e vive diversas aventuras. Lá é um lugar maluco, bizarro e muito diferente do que ela conhecia até então. Todos falam coisas absurdas, tem manias e rotinas excêntricas e se comportam de um jeito que não faz sentido para a jovem Alice.

O mundo para o qual Alice atravessa é o nosso mundo atual.

O clássico filme da Disney, Alice no País das maravilhas, adaptação cinematográfica da obra de Lewis Carroll, ilustra o meu argumento.

Nesse filme, a aventura começa com ela indo atrás de um coelho apressado, que tem um relógio na mão, usa um colete vermelho e que fala repetidamente: “É tarde! É tarde É tarde!” e ela indaga “Mas como é possível um coelho estar atrasado?”. Então ele entra numa pequena toca e ela o acompanha e chega num lugar bizarro.

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Coelhos são animais rápidos, não faz sentido um ser tão ligeiro estar atrasado.

A adaptação da Disney é muito boa e detalhista, pois ao fazer a travessia para esse mundo, ela tem que cair num lugar muito fundo e depois abrir um monte de portas cada vez menores, até chegar na mais pequena, uma porta com uma maçaneta falante e brincalhona. Ela diz que a Alice é muito grande para atravessar, e Alice chega a conclusão de que será impossível passar por ela.

“Aqui nada é impossível, diz a porta, pra passar por mim, você terá que diminuir”, então Alice bebe um líquido num frasco que a deixa pequena, mas a porta está trancada e a chave está numa mesa alta, e a maçaneta mostra um baú cheio de biscoitos e ela come um. Isso faz ela ficar enorme de novo.

Ela entra em desespero, começa a chorar, chorar e chorar… quando se acalma ouve a porta dizendo pra ela pegar o frasco e beber para voltar a ser pequena. Então é levada pelas suas lágrimas ao outro lado. No mundo incrível e bizarro que ela tanto sonhou (onde tudo seria diferente do que é, um lugar fantástico, com seres interessantes).

É uma metáfora do nosso mundo hoje, pois para nossa sociedade chegar a esse estado, tivemos que descer muito e passar por portas que eram gradualmente mais estreitas e nos levaram a uma passagem minuscula que não conseguíamos atravessar.

Para chegar ao outro lado, no país das maravilhas, Como seres humanos diminuímos e depois aumentamos (no sentido moral), e por termos esquecido algo essencial nesse caminho fizemos drama e fomos levados ao mundo que a gente imaginou. O mundo civilizado, perfeito e feliz. Onde não existem perguntas e as pessoas não precisam pensar, só ser perfeito e egocêntrico.

No filme, ninguém ouve a Alice, que representa o juízo, escolhem o que querem acreditar (e ouvir) dela. Vivem numa rotina, e quando algo interfere nela, preferem agir por impulso, entram em desespero  e imaginam soluções irracionais e catastróficas.

No nosso mundo, todos trabalham, ganham salários, compram suas coisas, constituem famílias, viajam, ostentam, tem um circulo de amigos, fazem happy hour toda sexta-feira, ou seja, uma rotina que imaginam ser uma vida diferente, perfeita e feliz. Quase como no mundo incrível e peculiar que Alice imaginou e conseguiu alcançar.

Mas como na história, vimos que ele não é perfeito como a gente pensou que seria. Então, vivemos ansiosos e estressados para conseguir viver uma vida perfeita(ter uma rotina) no mundo incrível que queríamos. E pra não pensar nas contradições, nos enchemos de tarefas e coisas pra fazer, mas tudo de um jeito planejado, rotineiro.

Alice, a forasteira sonhadora, distraída, curiosa e racional, consegue ver as contradições e situações sem sentido desse mundo diferente que ela chegou. E é a postura dela diante das coisas estranhas, que faz com que ela consiga voltar ao seu mundo verdadeiro, onde vive tranquila, curiosa, pensativa e consegue ser quem ela quer ser.

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Parar pra pensar e analisar a situação de um jeito racional, mas sem deixar de sonhar, agir e tentar algo novo.

Para sair desse estado de ansiedade, estresse e correria perpétua, temos que ser como a “Alice no país das maravilhas”, ver as coisas como elas são e seguir em frente. É uma jornada difícil, mas no final teremos aprendido muitas coisas e resolvido muitos conflitos interno.

Não seremos apenas mais um na multidão, tentando viver de mentira, como se tudo fosse perfeito, mas na verdade é uma loucura. E estaremos livres do estado de ansiedade, do estresse e da frustração. Porque ao tentar viver uma vida perfeita e incrível, que não é real e sim uma rotina pra fingir perfeição, tentamos ignorar a realidade e ficamos frustrados.

Pra começar a ser como a  Alice, o primeiro passo é assistir ao filme da Disney, a versão de 1951 e curtir a viagem dela. Assistir a um desenho “infantil” é o começo pra deixar de lado a ideia de vida perfeita, em que todos assistem Game of Thrones, são mais estratégicos, espertos e inteligentes que os personagens dessa série, e também sabem tudo sobre diplomacia e intrigas.


Ansiedade e a situação atual no Brasil 

Eu sei que a situação no Brasil está horrível, que estamos vivendo uma crise política e econômica e temos que trabalhar todos os dias tendo que suportar pessoas estressadas e situações desgastantes, por causa dessa crise causada por políticos corruptos que não se importam com a população.

Mas não podemos esquecer de algo muito importante, que pode nos tirar dessa situação ruim, e que vai acontecer em outubro: as eleições 2018.

Teremos a chance de eleger políticos novos, que tenham interesse nas coisas do País e no povo e não aqueles que estão preocupados em agradar o partido e pagar o favor que receberam de empresários e de alianças partidárias na hora da campanha.

Por isso, sejamos racionais como a Alice é naquele mundo louco, cheio de seres fazendo coisas absurdas.

Não seremos como os habitantes do País das maravilhas, que num julgamento, primeiro dão a sentença e depois fazem veredito (análise da acusação).

E ainda obedecem a um doutor(dodô), que manda eles correrem em círculos porque somente assim as roupas que estão vestindo vão secar, e não param pra pensar que as roupas secam naturalmente, independente de correr ou pular.

Preferem confiar na palavra de um doutor (dodô) que canta a música alegre  “corra, corra, corra sem parara, pois somente assim as suas roupas irão secar”…do que pensar, questionar e analisar se isso que está na música faz sentido.

Ou ser um animal rápido por natureza e confiar num relógio que diz que você está atrasado, sem saber se o relógio está marcando o tempo corretamente.

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“Pensa nisso criatura, como é possível?”

E não esqueça da pergunta que separa o absurdo da racionalidade: Quem é você?


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