Albert Gleizes, o grande teórico cubista

Albert Léon Gleizes nasceu no ano de 1881 em Paris na França. O artista é um dos mais importantes da corrente artística do Cubismo. Gleizes foi um dos coautores do tratado sobre o cubismo chamado de Du Cubisme, o outro autor foi Jean Metzinger. Gleizes também é um dos fundadores do movimento da Seção D’Or. Além de também ser um dos criadores do coletivo de artistas chamado de Abstraction-Création. Gleizes fez parte da Sociedade de Artistas Independentes. O artista também era escritor.

Gleizes era filho de um designer de tecidos e sobrinho de Léon Comerre, um famoso artista que pintava retratos e que ganhou o conhecido prêmio chamado de Prix de Rome. Apesar de sua conexão com o mundo artístico, através de seu tio, Albert Gleizes foi um autodidata. Seu grande talento chamou a atenção de outros artista, por isso, Gleizer participou das renomadas exposições da Société Nationale des Beaux-Art e Salon d’Automne, onde foi exposta pela primeira vez as pinturas cubistas.

O artista começou pintando obras pós-impressionistas e simbolistas, mas sua estética artística evoluiu para o proto-cubismo por causa da influência das pinturas de Paul Cézanne. No Salon des Indépendants, Albert Gleizes apresentou obras proto-cubistas como a pintura chamada de L’Arbre:

L’Arbre, Albert Gleizes.

As pinturas como L’Arbre, proto-cubistas, causaram uma grande polêmica no Salon des Indépendants que aconteceu no ano de 1910. Louis Vauxcelles, um crítico de arte famoso e influente na época, ficou horrorizado com a falta de harmonia, realismo e tudo mais que as pinturas acadêmicas e até mesmo algumas impressionistas tinham; colocando Albert Gleizes, junto com outros artistas como o próprio Jean Metzinger no mesmo artigo criticando a nova estética cubista. Vauxcelles disse que esses artistas eram geômetros ignorantes que haviam reduzido tudo a cubos.

A partir do ano de 1910, Albert Gleizes foi apresentado à Jean Metzinger, o artista escreveu em suas lembranças que havia sido um artigo escrito por Metzinger que o aproximou da estética cubista.

No ano de 1911, Gleizes apresentou suas pinturas cada vez mais cubistas no Salon d’Automne, um evento que outros cubistas também expuseram suas obras. Nessa exposição, Albert Gleizer mostrou a pintura chamada de Retrato de Jacques Nayral:

Retrato de Jacques Nayral, Albert Gleizes.

Apesar de existirem críticos de arte contrários a nova estética do cubismo haviam pessoas que viam esse novo movimento com entusiasmo, como o crítico de arte Guillaume Apollinaire. Foi através de Apollinaire que Albert Gleizes conhece o famoso Pablo Picasso.

Em 1912, Albert Gleizes, expõe suas obras cubistas na edição Salon des Indépendants desse ano. O artista pinta sobre o tema Banhistas:

Banhistas, Albert Gleizes.

A pintura acima também foi apresentada no Salon de la Section d’Or no ano de 1912. Nessa obra o artista ainda exibe um cubismo em que é possível identificar as figuras que ele está retratando, porém isso fará parte do estilo de Albert Gleizer, suas pinturas são identificáveis, diferente de outros cubistas como Jean Metzinger.

Gleizes criou junto com Jean Metzinger um livro que foi considerado o tratado do movimento cubista, “Du Cubisme”. Esse livro foi escrito como uma forma de apresentar a exposição do grupo cubista chamado de Seção D’Or (Seção de Ouro). Após o ano de 1913, período em que a Primeira Guerra Mundial atingiu praticamente todos os países da Europa, Albert Gleizes começou a expor nos Estados Unidos.

O artista participou do Armory Show, também conhecido pelo nome de Exposição Internacional de Arte Moderna, esse evento aconteceu na cidade de Nova Iorque. Nessa exposição o artista apresentou a pintura La Femme aux Phlox:

La Femme aux Phlox, Albert Gleizes.

Nessa pintura vemos a figura de uma mulher de frente para um vaso de flores. Albert Gleizes utiliza a mesma paleta de cores do começo de sua carreira como cubista, podemos perceber que ele consegue aplicar suas teorias sobre o cubismo numa figura que é fragmentada em diversos planos, mas ainda é uma pintura onde conseguimos identificar o tema da obra.

O artista também expos outra pintura no de Armory Show, uma obra chamada pelo nome de L’Homme au balcon:

L’Homme au balcon, Albert Gleizes. 

Essa pintura tem um tamanho grande, com 195,6cm×114,9cm, ou seja, uma obra de quase dois metros de altura. Junto com La Femme aux Phlox, essa pintura também foi exposta em outras grandes exposições de Paris, como o Salon des Indépendants no ano de 1912.

Após o ano de 1919, no período entre as duas grandes guerras, o cubismo começou a ser mal visto pela sociedade, as pessoas queriam obras clássicas para encontrar a harmonia após os anos da Primeira Guerra Mundial, então movimentos como o Seção D’Or foram rejeitados pela sociedade. Essa época foi um período muito difícil para os artistas de vanguarda, especialmente para aqueles que apresentavam uma visão mais revolucionária do mundo e da arte.

Albert Gleizes passa a pintar figuras mais abstratas a partir desse período após a Primeira Guerra Mundial, como podemos ver na obra, A mulher e a criança:

A mulher e a criança, Albert Gleizes.

Essa pintura foi concluída no ano de 1920, apesar das características mais abstratas ainda conseguimos identificar a mulher e a criança no quadro. O artista nunca abandonou o cubismo, apresentando obras cada vez mais cubistas, afinal o artista foi o responsável pela teoria cubista, escrevendo diversos livros e tratados sobre o cubismo.

Albert Gleizes morre no ano de 1953 na França deixando um grande legado para o Cubismo.

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