Aristóteles: formas de governo, leis boas, e o poder soberano…

Aristóteles consegue ser assim, uma hora a pessoa mais preconceituosa do planeta, em outra a mais sensata. Cheguei na parte sensata do livro 3 da obra A Política.

É o momento que vamos saber que filósofo copiou Aristóteles. Não é surpresa nenhuma saber que o primeiro filósofo que copiou Aristóteles foi Montesquieu.

“A única coisa clara é que as leis devem ser sobretudo de acordo com o governo(…)” A Política, Aristóteles.

LEIS

Há um tempo atrás eu comentei que o espírito das leis de Montesquieu criava leis de acordo com o tipo de governo, e lendo Aristóteles e como ele fala sobre o homem comum, pobre etc, é a mesma coisa que Montesquieu diz.  E aquela ideia que ele teve de dividir os filhos foi ideia de Sócrates.

Thomas Hobbes não escapa dessa, pois Aristóteles diz que as pessoas se reúnem em sociedade governadas por um poder soberano para ter uma vida mais feliz. E aquela bagunça que John Locke faz sobre governo e Estado? Aristóteles usa os dois termos.

Pelo menos Thomas Hobbes e John Locke evoluíram naquela questão de quem é a melhor pessoa do mundo. Montesquieu viveu quase 2 mil anos depois de Aristóteles e isso que o Aristóteles questiona um pouco essa história de homem livre superior, e mulher inferior.

Eu esperava que 2 mil anos trouxesse alguma evolução no pensamento, mas não, Montesquieu repete o mesmo que Aristóteles e ele não é como Aristóteles que fala 3 páginas de bobagens e depois fala coisas sensatas. O iluminista ele escreve uma bobagem atrás da outra.

Aristóteles diz que não existe motivo para uma classe subjugar outra na política (ele tem razão). E ele ainda diz que uma multidão é menos corruptível, toma melhores decisões…..ainda falta falar sobre o que ele escreveu sobre o poder soberano.

 

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Mas o que seria a Crítica da razão pura? Segundo Immanuel Kant. (parte 3)

Na parte dois dessa série de postagens, eu falei sobre o que é conhecimento a priori e a posteriori, e o que é juízo analítico e sintético.

E o que esses tipos de conhecimento tem a ver com os juízos? Nada.

“A ciência da Natureza (Física) contém como princípios, juízos sintéticos a priori.” Crítica da razão pura, Immanuel Kant.

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O juízo sintético seria aquilo que a gente vê/descobre como uma característica adicional de um objeto ou conceito. E o analítico seria a identidade do objeto em si. Mas a ciência quer saber mais do que uma simples descrição de um objeto.

O que é a Crítica da razão pura?

Kant chama de metafísica aquela arte de especular usando a razão pura. Seria a “metafísica” a própria filosofia(???). Bom, jamais saberemos.

Mas ele diz que pra corrigir a “metafísica” do erro de falar asneiras, que sempre fazemos quando usamos a razão pura sem críticas e de uma forma dogmática*. O Filósofo propõe uma ciência particular, que ele chama de crítica da razão pura.

Essa nova ciência seria “negativa”, não serviria pra ampliar nossa razão, e sim para emancipar de todo o erro. Resumindo seria como uma pessoa ranzinza que questiona tudo.

Kant quer usar um nome mais bonito, “Filosofia transcendental”, mas, segundo ele, essa filosofia teria que ter uma análise detalhada de todos os conhecimentos humanos a priori, além de servir só pra criticar a razão pura alheia.

Mas continua…. Ele ainda fala mais sobre a “Filosofia transcendental” e estou na página 30/200, a boa notícia é que depois que conhecimento a priori, juízo sintético e a ideia dele sobre transcendental são entendidas, o resto do livro dele fica mais fácil que ler Hobbes.

Se você está se perguntando por que esse livro de Kant é tão importante, é só lembrar de Einstein e o GPS que você usa todo dia. Sem esse livro, Einstein não teria feito as teorias que ele fez…e você não teria o GPS.

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Aristóteles e a cidadania….

No livro 3 da obra “A Política”, de Aristóteles, o filósofo vai responder a essa pergunta: “Quem tem direito a cidadania?”

Segundo o filósofo, um cidadão não é cidadão pelo fato de ter se estabelecido num lugar. Cidadão é aquele que pode participar da administração da justiça e de cargos públicos.

Ele chega no capítulo 2 e aquela vontade de Hobbes de bater em Aristóteles de repente volta. É um blablablá sobre como e porque o cidadão deve obedecer, que existem pessoas que nasceram pra governar…ou seja, o mesmo lero lero do livro 1, sem esquecer de falar alguma bobagem sobre as mulheres.

Mas como é um capítulo novo e um livro novo, ele tem que colocar uma bobagem nova. Ele exclui os artesãos da cidadania e inclui eles na categoria de mercenários. Em nenhum momento ele percebe que as coisas que ele utiliza no dia a dia são feitas por artesãos? Não consegue ver que existe diferença entre artesãos e mercenários?

duvidameme

Bom..assim é Aristóteles…uma hora ela é racional e sensato, outra hora você tem vontade de agir como Hobbes.