Música na Era Medieval

A história da música clássica ocidental começa com a música na Idade Média. A era medieval da música durou aproximadamente oito séculos, do século VI até o XIV. A música medieval é sacra e secular. Os instrumentos utilizados nessa época ainda existem mas em versões aprimoradas, a flauta que antes era de madeira agora é feita de metal, por exemplo.

Durante a Idade Média, a música predominante era o canto gregoriano. O nome canto gregoriano vem de uma história lendária ligada ao Papa Gregório, o grande. De acordo com a lenda, São Gregório foi o compositor e fundador da escola musical gregoriana. Além de ter essa atribuição, o Papa Gregório I também é autor de obras sobre os padres que marcaram a história da Igreja Católica. No entanto, o canto gregoriano tem origem nas canções litúrgicas dos cristãos da Gália e com Carlos Magno e era considerado um canto eclesiástico do reino carolíngio.

São Gregório.

No começo os cantos medievais eram monofônicos e cantados por monges, como no canto gregoriano. No século XII o canto gregoriano estava presente em toda a Europa. A partir do século IX, os tratados da música Scolica enchiriadis e Musica enchiriadis estabeleceram regras para as músicas polifônicas, que era baseada em três intervalos simples e três intervalos compostos.

As músicas medievais antigas não tinham um sistema de notação, como já dito as músicas eram monofônicas e além disso eram transmitidas pela tradição oral. A Igreja tinha a necessidade de que os cantos litúrgicos fossem transmitidos a todas as regiões, então a Igreja utilizou os Neumes, um tipo de notação musical em que vários sinais são inseridos acima das letras dos cantos para dar orientação sobre a melodia. O Organum foi a origem das músicas polifônicas.

Neumes.

Na Era Medieval, o que hoje conhecemos como escala musical eram conhecidos como modos musicais. Havia os oito modos da igreja que são: Dorian, Hypodorian, Frígio, Hypophrygian, Lydian, Hypolydian, Mixolydian e Hypomixolydian. Esses modos foram codificados por Jean Garlande em seu tratado De Mensurabili Musicca. Outro teórico que deu sua contribuição ao sistema de notação musical que conhecemos foi o alemão Francon de Cologne em Ars Cantus Mensurabili, escrito por volta de 1280, que descreve um sistema no qual notas codificam ritmos diferentes. Depois surge o Ars Nova(1320-1380) que expõe todo o canto polifônico que aparece posteriormente.

Quanto aos temas musicais, por volta do ano 1000 d.C surge o drama litúrgico que eram interpolações na liturgia feitas com perguntas curtas. Também existiam os Goliards que eram poetas e músicos itinerantes faziam músicas com poemas satíricos para protestar contra os abusos da Igreja. Muitas dessas canções foram compiladas no conjunto de poemas Carmina Burana.

Carmina Burana.

Os Trovadores são os compositores, poetas e músicos medievais responsáveis pela música secular. Os temas mais comuns cantados pelos trovadores são os épicos, sobre a vida dos cavaleiros, o amor cortês, os líricos e os satíricos. Diferente dos outros cantores, como os monges na Idade Média, que cantavam em latim, os trovadores utilizavam a língua românica, que era o idioma comum daquela época.

Trovadores.

Com o início da Renascença tanto o canto gregoriano quanto o trovadorismo começa a declinar na Europa dando fim a música medieval e a origem ao que conhecemos como música renascentista.

Referências:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Musique_m%C3%A9di%C3%A9vale

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