André Derain e o Fauvismo

Andre Derain nasceu no ano de 1880 na região de Chatou na França. O artista faz parte do movimento artístico chamado de Fauvismo. Junto com Henri Matisse, Derain foi um dos co-fundadores dessa corrente artística conhecida pelo nome de fauvismo. O artista também passou pelos períodos da Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, sendo um dos nomes do modernismo francês que sobreviveu a esses dois grandes conflitos.

O artista veio de uma família rica, seus pais queriam que André Derain se tornasse um engenheiro, por isso, Derain estudou engenharia na Académie Camillo, o artista então se matriculou no estúdio de Eugène Carrière. Derain também fazia cópias das obras dos antigos mestres que estavam no Louvre, e numa dessas sessões de pintura ele conheceu Henri Matisse e logo depois também conheceu Maurice de Vlaminck. André Derain também estudou na Académie Julian.

Henri Matisse e André Derain formularam uma estética nova que apresentaram no Salon d’Automne do ano de 1905. A utilização de cores consideradas não naturais chamou a atenção de Louis Vauxcelles, o mesmo crítico de arte que não gostou do cubismo, chamando de bizarrices cúbicas. No caso das pinturas de Matisse, Derain e Vlaminck, Vauxecelles os chamou de Fauves (Feras).

Matisse havia pintado o quadro da Mulher de Chapéu, que se tornou um símbolo da arte fauvista, e André Derain pintou Londres com cores diferentes na pintura chamada de Ponte Charing Cross:

Ponte Charing Cross, André Derain.

A pintura acima mostra uma estética nova, diferente do cubismo, impressionismo, simbolismo e pós-impressionismo. O nome dado por Louis Vauxcelles ficou e essa novo movimento artístico ficou conhecido pelo nome de fauvismo.

Um dos grandes precursores do fauvismo foi Gustave Moreau, um artista que também era professor na Escola de Belas Artes de Paris.

Na exposição do Salon d’Automne 1905, André Derain apresentou diversas obras, entre elas está As velas a seco:

As velas a seco, André Derain.

Em As velas a seco, Derain utilizou uma estética completamente nova, que não havia sido apresentada até a exposição do Salão de Outono. Na imagem podemos ver uma praia, com diversos barcos â vela, com montanhas ao fundo, trabalhadores e outras pessoas circulando pela praia.

Uma outra pintura de André Derain exposta no Salão de Outono de 1905 se chama La jetée à L’Estaque:

La jetée à L’Estaque, André Derain.

La jetée à L’Estaque é uma pintura com características fauvistas, com o uso de cores vivas não naturais, mas também podemos ver que André Derain tem um estilo artístico próprio, nenhuma pintura de outros fauvistas nessa exposição pode ser comparada com La jetée à L’Estaque. Derain usou linhas grossas, e as cores primárias como o azul, amarelo, vermelho.

André Derain tinha contato com outros artistas além dos fauvistas, sua relação com outros pintores de vanguarda fez com que o artista conhecesse as obras primitivistas africanas. A partir do ano de 1907, André Derain fica mais próximo dos artistas cubistas e suas pinturas passam a ser influenciadas por esses artistas.

Uma pintura do ano de 1907 chamada de Paysage à Cassis, mostra como as obras do artista estavam mudando de estética:

 Paysage à Cassis, André Derain.

O artista passa a utilizar uma paleta de cores mais naturais, além de pintar em blocos planos. André Derain também mostra a influência das obras pós-impressionistas de Paul Gauguin.

No ano de 1911 o artista pinta uma obra com características cubistas chamada de A Última Ceia:

A Última Ceia, André Derain.

Em A Última Ceia, André Derain utiliza a paleta de cores pálidas do cubismo, e o uso de figuras com linhas retas geométricas, mas mesmo assim o artista consegue pintar essa obra com um estilo próprio por isso ela não pode ser considerada cubista, e sim com algumas características do cubismo.

Um ano antes o artista pintou uma paisagem misturando formas geométricas com o pós-impressionismo. Essa pintura se chama Vista de Cagnes.

Vista de Cagnes, André Derain. Imagem: Wikipedia.

Vista de Cagnes mostra uma paisagem com casas em forma cúbica, com árvores em primeiro plano e uma silhueta de montanhas no fundo. Nessa pintura o artista usa cores mais realistas. Esse período artístico de André Derain é conhecido como gótico, pois além da influência pós-impressionista e cubista, o artista também se inspirou nas obras dos antigos mestres.

Ainda no ano de 1911, André Derain começa a pintar natureza morta e objetos, mudando um pouco o foco de suas obras que antes eram paisagens ao ar livre. Uma das pinturas com esse novo tema se chama A Mesa:

A Mesa, André Derain.

As pinturas de André Derain vão adquirindo cada vez mais realismo com o uso de tons e contrastes, como podemos ver nessa obra, A Mesa. O artista pintou as dobras dos tecidos que estão nesse quadro, com isso imprimindo mais realismo nessa cena.

Após o término da Primeira Guerra Mundial as pinturas modernistas não eram mais tão apreciadas, as pessoas preferiam a volta das pinturas clássicas, que mostram o mundo mais ordenado. Esse sentimento de ordem surgiu porque a Primeira Guerra Mundial trouxe o caos à Europa.

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3 comentários em “André Derain e o Fauvismo

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