James McNeill Whistler, um grande pintor americano

No post anterior eu escrevi sobre o artista realista Honoré Daumier e falei um pouco sobre a corrente artística realista. O americano James Abbott McNeill Whistler, nasceu no ano de 1834 em Lowell Massachusetts nos Estados Unidos. Whistler pode ser colocado também no movimento artístico do simbolismo, o artista transitou pelas duas correntes artísticas. Para Whistler a arte deveria ser somente isso, arte, sem função política, social ou didática; ou seja, arte pela arte.

Seu pai era um engenheiro civil, e foi contratado para trabalhar numa ferrovia na Rússia, na cidade de São Petersburgo. James Abbott seguiu seu pai após um ano, se matriculou na Academia Imperial de Artes de São Petersburgo, onde aprendeu técnicas artísticas. Sua família passou uma temporada em Londres, onde seu cunhado, Francis Haden, estimulou o interesse artístico de James Abbott Whistler.

O artista voltou aos Estados Unidos onde se inscreveu na Academia Militar dos Estados Unidos, Whistler passou três anos na academia, mas não tinha vocação pra ser militar, pois era muito insubordinado, nesse período ele aprendeu a desenhar mapas, algo que contribuiria muito para suas pinturas.

Graças a seu aprendizado e ao seu talento artístico, James Abbott Whistler foi contratado para confeccionar mapas militares. Por desenhar outras coisas além de mapa, Whistler foi transferido para a divisão de gravuras, onde ficou apenas três meses, e se aperfeiçoou na arte da gravura.

Para ir a Paris, o point cultural do mundo, Whistler teve a ajuda de um amigo rico Tom Winans. Em Paris ele começa a frequentar o estúdio do artista Charles Gleyre. Whistler aprendeu a pintar e a utilizar muito a cor preta. Podemos perceber o que Gleyre ensinou através de uma pintura sua, La Danse des bacchantes.

La Danse des bacchantes, Charles Gleyre.

Gleyre dominava o tom preto, e foi isso que ele passou à Whislter, podemos ver em sua pintura a utilização da cor preta, a iluminação de palco, colocando alguns personagens em primeiro plano e outros em um segundo plano nas sombras, também vemos uma característica da arte acadêmica que é a escolha de temas greco-romanos.

Podemos ver a influência de Gleyre numa pintura de Whistler chamada Ao Piano:

Ao Piano, James Whistler.

Na pintura acima percebemos que Whistler levou o aprendizado com Gleyre ao extremo, o artista utiliza a cor preta, tons terrosos, e uma cor meio perolada e rosada. Apesar do uso do preto na maior parte da obra, podemos ver as figuras que estão sendo representadas, não é somente preto escuridão, existe o contexto das sombras, a cor do piano e da roupa mulher tocando o piano e a cor do chão, por isso o uso do preto não é algo completamente deslocado.

Podemos ver como Whistler trabalha tons de preto na pintura do retrato de Alice Butt:

Alice Butt, Whistler.

Nesse retrato confeccionado pelo artista, notamos que existem tons escuros, terrosos, e o uso do preto, essa paleta de cores mostra o domínio das cores pintura que James Whistler pinta, além de saber utilizar vários tons escuros para montar uma composição harmoniosa.

De acordo com seus assistentes. Whistler começava a pintura com tons acinzentados e depois ia dando cor à obra, produzindo uma espécie de rascunho feito em tinta para aos poucos ir colorindo sua obra.

O artista não utilizava somente o preto em suas obras, Whistler também dominava os tons de branco, como podemos ver na pintura Sinfonia em branco:

Sinfonia em branco Whistler.

Nessa obra vemos como Whistler trabalha os tons e os contrastes, pintando uma tela com tons de branco como o pérola e o creme. Não existe a utilização do preto ou tons de preto em grande quantidade, sua obra é clara, tanto pela cor do vestido da mulher quanto pela cor da cortina que aparece no cenário.

Uma das obras mais conhecidas de Whistler é a Mãe de Whistler:

Mãe de Whistler, por James Whistler.

Whistler utiliza tons acinzentados para compor essa pintura, além dos tons em preto. Porém, também vemos que ele usa cores realistas ao pintar a pele da mãe, e os padrões no chão. Essa pintura atualmente está no Musée d’Orsay. Essa obra é a pintura de um americano mais conhecida mundialmente.

O artista também teve uma fase da carreira dia noturna, em que pintou temas da noite, como na obra Noturno em preto e dourado – O foguete caindo:

Noturno em preto e dourado – O foguete caindo, Whistler.

Esse período do Whistler faz parte do movimento da arte pela arte, sem intenção nenhuma. Essa pintura é uma da série de pinturas de Whistler dita Nocturne.

O artista se mudou para diversas cidades, no final de sua vida ele se mudou para Veneza para fazer uma série de gravuras, mas depois retornou para Londres, onde morre no ano de 1903.

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