John Vanderbank, um retratista ousado e injustiçado

John Vanderbank nasceu no ano de 1694, em Londres, na Inglaterra. O artista foi o retratista favorito do monarca inglês George I. Seu jeito de pintar retratos era um tanto inovador pois Vanderbank sabia como utilizar os contrastes e algumas vezes era ousado na escolha da paleta de cores, embora suas pinceladas não sejam tão finas quanto de outros retratistas, mas isso se tornou sua característica única. Vanderbank também deixou como legado as Academias de Arte quando criou sua instituição artística chamada de Academia de Vanderbank.

O artista era filho de um tecelão de tapetes, por isso seu primeiro treinamento em técnicas artísticas foi com seu pai, John Vanderbank Sênior. Para aprender a arte de fazer retratos, John Vanderbank estudou com dois grandes retratistas da época, Jonathan Richardson e Godfrey Kneller. Um dos retratos de Vanderbank feito por volta dessa época foi o retrato de Grace Carteret, Condessa de Dysart.

Grace Carteret, Condessa de Dysart, John VAnderbank. (Wikipedia/Domínio Público)

No retrato de Grace Carteret, Condessa de Dysart vemos que o artista aprendeu a pintar retratos realistas. Nessa pintura temos a condessa em pé usando um vestido que está amarrotado na saia, ela também usa uma espécie de capa de veludo e em sua mão esquerda ela está apontando para uma espécie de coroa que indica sua posição de nobreza e em qual família está inserida.

Uma das funções das pinturas antigas é seu valor histórico em registrar coisas que aconteciam em certa época mas que passavam despercebidos pois não eram considerados errados como a escravidão por exemplo. John Vanderbank em um de seus retratos acabou mostrando uma dessas situação, essa tela está na imagem abaixo:

Retrato Anne Howard, Lady Yonge, por John Vanderbank.

No retrato de Anne Howard, Lady Yonge, temos a própria Lady e uma criança negra segurando uma parte do vestido dela, esse menino é um escravo. Algumas vezes os artistas acabam retratando a escravidão, as más condições de trabalho, pobreza, guerras, futilidade da nobreza, de forma intencional e também não intencional. Essa pintura da Lady Yonge possui quase as mesmas características da Condessa de Dysart. A única coisa que destoa nesse quadro é o fato de Anne Howard estar usando um vestido preto, talvez essa obra represente algum tipo de luto.

O artista também retratou homens importantes como Charles Talbot que ocupava o cargo de Lorde Alto Chanceler. 

Charles Talbot, Lorde Alto Chanceler por John Vanderbank. (Wikipedia/Domínio Público)

Charles Talbot, Lorde Alto Chanceler; é um retrato pintado por John Vanderbank que segue o mesmo estilo dos seus outros quadros. O homem retratado aparece em pé, junto com ele estão seus apetrechos de trabalho, suas vestes também indicam o alto cargo que ele ocupa, mesmo que não exista um belo vestido a ser mostrado, Vanderbank inclui um no cenário dessa tela um tecido bonito pra substituir.

Uma outra pintura de retrato de John Vanderbank mais tradicional e com propósito de casamento está na imagem abaixo e se chama A mulher de branco.

A mulher de branco, John Vanderbank. (Wikipedia/Domínio Público)

O retrato A mulher de branco é uma típica pintura que serve ao propósito de ser um presente de casamento. Temos uma mulher usando um vestido branco que indica a pureza de uma noiva, ela está apoiando um dos braços em algumas flores, o cenário da pintura é a própria natureza. Nessa obra também podemos perceber que o artista tem uma estética que se aproxima do rococó, algumas de suas outras pinturas apresentam características do barroco.

Vanderbank foi um artista privilegiado que pintou o rei George I, essa obra está na imagem a seguir:

Retrato de George I num cavalo, John Vanderbank. (Wikipedia/Domínio Público)

O Retrato de George I num cavalo mostra uma pintura ousada de Vanderbank, essa estética é facilmente encontrada nos Estados Unidos no final do século XVIII, mas neste momento (1726) as pinturas de retrato ainda possuem o toque sombrio do barroco, sem muitas cores e muito menos a idealização que percebemos na representação do cavalo. Uma das fontes sobre John Vanderbank que mais julgou o artista por ter esses lapsos de ousadia foi George Vertue, uma espécie de “Giorgio Vasari” da história da arte britânica.

Por volta do ano de 1720, John Vanderbank teve a ideia de criar sua própria academia de arte, que ficou conhecida como Academia de Vanderbank. O artista ensinava desenho de forma gratuita. A instituição acabou fechando porque acabou falindo, a pessoa que ficou responsável pelas inscrições desviou dinheiro e deixou um rombo no caixa. Além disso, Vanderbank havia contraído diversas dívidas.

John Vanderbank morre no ano de 1739, aos 45 anos, de tuberculose.

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