Giulio Romano, o aluno favorito de Rafael

Giulio di Pietro di Filippo de Gianuzzi nasceu no ano de 1492 em Roma, nos Estados Papais. O artista faz parte do movimento artístico da Alta Renascença quase dando início à corrente artística Maneirista. Romano também é conhecido por ser um dos alunos prodígios do pintor renascentista Rafael. Suas gravuras eram muito famosas e de acordo com o historiador de arte da renascença, Giorgio Vasari , Giulio Romano fez muitas obras temporárias como cenários, fantasia e máscaras. Porém o artista fez obras duradouras, vamos conhecer um pouco das obras e estilo artístico de Giulio Romano.

O artista começou seu treinamento artístico com um dos artistas mais famosos e renomados de toda a arte ocidental, Rafael. Romano trabalhou como aprendiz de Rafael e ajudou a executar algumas afrescos nas salas do Vaticano, como a enorme pintura conhecida pelo nome de O Fogo de Borgo.

O Fogo de Borgo, Rafael. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Algumas das figuras que compõem a imagem acima foram feitas por Giulio Romano. Os grandes artistas famosos geralmente tinham assistentes que ajudavam a confeccionar as grandes encomendas. O Fogo de Borgo tem o tamanho de 500 x 670 cm. Acredita-se que Romano tenha pintado as figuras do fundo enquanto Rafael fez os desenhos dos esboços.

Uma outra herança de Rafael foi o término de algumas pinturas que ficaram inacabadas como a famosa pintura chamada de Transfiguração.

Transfiguração, Rafael. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Transfiguração é uma das pinturas mais importantes de Rafael, pois muitos consideram essa obra uma transição de estilo artístico do renascimento para o barroco. Porém, em alguns lugares essa transição não ocorreu de forma direta, no meio apareceu o maneirismo. Giulio Romano foi um artista que fez essa passagem da renascença ao maneirismo antes de chegar ao barroco. Uma das pinturas maneiristas do artista Madonna e a Criança.

Madonna e Criança, Giulio Romano. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Em Madonna e a Criança Giulio Romano faz uma obra com elementos maneiristas, como por exemplo, a criança que a Virgem Maria segura ligeiramente está mais alongada que o normal, temos o uso do fundo preto e a auréola ao redor da cabeça da Madonna. Em Transfiguração Rafael já havia deixado as pessoas na imagem desproporcionais, um pouco mais compridas do que elas são na realidade.

Romano fez outras pinturas religiosas maneiristas como Adoração dos Pastores.

Adoração dos Pastores, Giulio Romano. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Adoração dos Pastores é uma pintura maneirista com sua maior característica que é o fundo escuro cheio de gente, se alguém acendesse a luz apareceria um monte de pessoas, anjos… algo que não existe na pintura barroca, além de não ter uma cena dramática sendo retratada. Apesar dessa pintura não ter a carga emocional de uma pintura barroca, os elementos que ficam no escuro carregam um certo tenebrismo. Romano utilizou uma paleta de cores ocre, azul, verde, branca, marrom e preta; também usou técnicas de contrate claro-escuro.

O artista também pintou outras Madonnas como podemos ver na pintura Virgem com o Menino.

Virgem com o Menino, Giulio Romano. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Em Virgem com o Menino temos uma obra maneirista, Romano tentou dar mais emoção a figura da Virgem Maria e o Menino Jesus. A criança aparece em pé interagindo com a mãe enquanto Maria está olhando para fora da pintura, normalmente, nas pinturas da renascença a Madonna olhava para o menino e a criança olhava para a mãe, aqui temos uma tentativa de evolução artística. Nessa época um estilo artístico era predominante por muitos anos com mudanças sutis até alguém ousasse um pouco mais, aí surgia outra corrente artística. Foi o caso de Giulio Romano que terminou as pinturas de Rafael e devida à influência de seu mestre acabou desenvolvendo um estilo artístico diferente que ficou conhecido pelo nome de maneirismo.

Assim como seu mestre, Rafael, Giulio Romano abriu seu próprio ateliê e aceitou encomendas próprias, um de seus trabalhos que aceitou foi um afresco para o Palais du Te em Mântua, essa obra se chama Banquete de Amor e Psiquê.

Banquete de Amor e Psiquê, Giulio Romano. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

Banquete de Amor e Psiquê foi um dos afrescos feitos por Giulio Romano, teve outras salas que foram decoradas, muitos outros afrescos. Os temas desses afrescos eram de alegorias greco-romanas ou de deuses romanos. A pintura desse palácio começou em 1524 e terminou dez anos depois em 1534. Romano aprendeu com Rafael a fazer a execução de grandes obras, ele fazia os desenhos e seus alunos e auxiliares completavam a pintura.

Giulio Romano morreu no ano de 1546 em Mântua. O artista deixou um grande legado na história da arte sendo um dos primeiros maneiristas na Itália e um dos pintores citados pelo famoso historiador de arte Giorgio Vasari em seu Le Vite.

Referências e Imagens:

https://en.wikipedia.org/wiki/Giulio_Romano

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