Jean-Baptiste Camille Corot, um artista admirado no século XIX

Jean-Baptiste Camille Corot nasceu no ano de 1796 na cidade de Paris na França. Corot é um artista do neoclassicismo, sua importância para o movimento impressionista, pelo qual é chamado de Pai se deve aos alunos que ensinou e que se tornaram grandes artistas impressionistas como Berthe Morisot. O artista também organizava uns eventos de pintura ao ar livre, em que diversos pintores conhecidos participavam.

Corot faz parte de uma família dita “burguesa”, ou seja, eram ricos, diferente de outros artistas europeus do século XIX que viviam em dificuldades financeiras, o artista não passou por esta realidade econômica. Camille Corot fez um Grand Tour, uma viagem que o artista fazia para regiões como a Itália para aprender sobre as obras dos antigos mestres como Rafael, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Ticiano etc. Além de empreender essa viagem didática, Corot também buscava belas paisagens, por causa disso também viajou para diversas localidades da França.

Acredita-se que artista também aprendeu arte com Achille Etna Michallon, um pintor francês que ganhou o Prix de Rome e estudou arte com o próprio Jacques-Louis David. Camille Corot fez amizade com outro pintor paisagista chamado Théodore Caruelle d’Aligny, que pintou a obra abaixo, das ruínas das termas de Caracala.

Ruínas de Caracalla, Théodore Caruelle d’Aligny.

Estes dois artistas influenciaram no estilo artístico de Camille Corot, o artista se tornou um grande pintor de paisagens.

Corot submeteu uma obra ao Salão de Paris, Agar no Deserto, um episódio bíblico, que é aceito pelos jurados do Salão. Esta pintura está abaixo:

Agar no deserto, Camille Corot.

A partir da primeira aprovação das obras de Jean-Baptiste Camille Corot, o artista começa a exibir regularmente suas pinturas no Salão de Paris. Uma das pinturas do artista que também foi apresentada no Salão é a A ponte de Narni.

A ponte de Narni, Jean-Baptiste Camille Corot.

Uma outra paisagem do artista, Volterra le municipe, também mostra as características das pinturas feitas anteriormente pelo artista, como seu estilo neoclássico, sua opção por pintar ao ar livre, o efeito de cores e luz empregados por Corot.

Volterra le municipe, Jean-Baptiste Camille Corot.

Camille Corot utilizava uma paleta de cores que não era muito apreciada pelos artistas impressionistas, suas pinturas possuíam tons marrons e verde oliva. O artista gostava de paisagens mais rústicas, rurais e em um ambienta pastoril.

Apesar do seu estilo neoclássico, Corot também pintava imagens mais realistas do que idealistas, e sua preferência por pintar ao ar livre o afastava dos pintores academicistas.

Diferentemente de outros artistas do século XIX, Jean-Baptiste Camille Corot teve um certo sucesso com suas pinturas, se tornando uma referência em pintura de paisagem e vendendo quadros a preços altos. O pintor possuía uma grande habilidade de trazer realismo à suas pinturas, conseguindo fazer um cenário bem detalhista como na pintura Ville d’Avray:

Ville d’Avray, Jean-Baptiste Camille Corot.

É possível ver a grande habilidade do artista ao retratar os reflexos na água e a luz. O pintor Eugéne Delacroix reconheceu, através de anotações em seu diário, que Camille Corot era um verdadeiro artista. Corot era conhecido por trabalhar muito na confecção dos seus quadros, tendo retocado e adicionado detalhes muito após a suposta conclusão da pintura.

Camille Corot também pintou retratos além de paisagens, um de seus retratos se chama A mulher com pérola:

A mulher com pérola, Jean-Baptiste Camille Corot.

Esta pintura de Camille Corot lembra um pouco outra obra de arte famosa, a Monalisa de Leonardo da Vinci. A pose da mulher no quadro, com sua mão em cima do braço, e no mesmo enquadramento que Da Vinci utilizou em sua pintura e existem semelhanças entre os rostos nas duas pinturas, porém na obra de Camille Corot, a mulher aparece com o olhar direcionado para baixo, diferente da Monalisa, que olha para frente. Esta obra de Corot lembra as Madonnas renascentistas.

Monalisa, Leonardo da Vinci.

Além desses retratos, o artista também fazia pintura de ninfas, personagens mitológicos e bíblicos. Porém os críticos não aprovavam este tipo de tema que Corot pintava, pois preferiam as paisagens idílicas e pastoris. Uma dessas obras que Camille Corot fez sobre o assunto é a pintura São Sebastião socorrido pelas Santas Mulheres:

São Sebastião socorrido pelas Santas Mulheres, Camille Corot.

O artista, além de ser de uma família rica, também ganhava muito dinheiro na venda de suas pinturas, então, Corot se dedicava a ajudar artistas pobres e também fazia doação de dinheiro aos pobres. Suas obras eram tão procuradas que começaram a surgir falsificações.

Jean-Baptiste Camille Corot se tornou um dos artistas mais admirados pelos pintores oficiais do Salão de Paris, como Gustave Coubert, e por causa disto, foi nomeado cavaleiro da Legião da Honra, porém os artistas achavam que Corot merecia mais e deram uma medalha ao artista.

Em 1875, Jean-Baptiste Camille Corot morre em decorrência de um câncer no estomago.

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