A importância da água na Roma Antiga

A água é uma necessidade humana básica, sem ela é impossível viver, nós precisamos ingerir certa quantidade de água todos os dias. Na Roma Antiga a água exerceu um papel fundamental na vida dos romanos, a construção de aquedutos e de um sistema que fornecesse água potável foi uma grande preocupação para os romanos. O fornecimento de água em Roma era crucial, haviam casas de banho públicas, banheiros públicos, a vida girava em torno da água na sociedade romana.

Roma construiu grandes aquedutos para abastecer as cidades romanas, eram um sistema de canais muito engenhosos que retiravam e transportavam água subterrânea e levavam as cidades. Toda essa estrutura era pra não deixar a população romana das cidades ficarem sem água.

Plínio, o Velho, escreveu em suas obras, as diferentes opiniões que ele tinha a respeito de qual tipo de água era a melhor. Galeno, o mais famoso médico da antiguidade, também fala sobre quais seriam as qualidades preferíveis da água. E na Grécia Antiga, Hipócrates, narrou a ligação que havia entre a saúde e a qualidade da água.

Para tratar a água as civilização antigas como Grécia e Roma, utilizavam um sistema com tanques de decantação, filtros, peneiras e também tinham a prática de ferver a água. Apesar da disponibilidade de água nas cidades romanas, os banheiros públicos eram locais insalubres, e o acesso a água e sua qualidade dependia de qual classe a pessoa estava. Os mais ricos recebiam água em casa, enquanto os pobres muitas vezes tinham que buscar água em rios, poços ou nos chafarizes das cidades.

A maioria da água que percorria o sistema de aquedutos eram destinadas a casas de banho públicas. Os banhos eram lugares onde pessoas de classes socioeconômicas diferentes podiam se reunir. Inclusive mulheres frequentavam os banhos públicos.

Os romanos foram os primeiros que construíram aquedutos que buscavam e transportavam águas subterrâneas para o abastecimento das cidades.

By Maurizio Moro5153 – Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=82559586

Havia a preocupação com a contaminação da água por chumbo. Alguns autores romanos defendiam o uso de canos de cerâmica ao invés dos feitos de chumbo. Como a maioria das fontes de água eram de água dura (com muitos minerais como o carbonato de cálcio), em volta dos canos se formava uma camada de carbonato de cálcio que diminuía o contato da água com os chumbo. Os romanos cuidavam da manutenção desses canos dos aquedutos, e removiam a camada de carbonato de cálcio que se formava nos canos. A água captada por Roma continha muitos minerais e essa formação dentro dos canos poderia entupir e cortar o fornecimento de água.

O fluxo da água era feito usando a força da gravidade, não havia um sistema de bombeamento de água como temos hoje em dia. Para resolver problemas técnicos envolvendo relevo irregular, os romanos construíram pontes e sifões para resolver esses contratempos que envolviam o relevo irregular. Quando a água chegava em Roma ela ia para grandes reservatórios de água(castela), e então para tanques de decantação e a partir daí era direcionada por diversos canais e tubos para abastecer a cidade romana com água.

Roma tinha um sistema de esgoto, a Cloaca Máxima, que desaguava no rio Tibre. Inicialmente a Cloaca Máxima foi construída como um canal de drenagem de água e foi a primeira grande obra relacionada a água em Roma. Apesar de todo esse sistema que levava água para as cidades e que retirava o esgoto, poucas residências tinham acesso a isso tudo, uma parte das residências ainda utilizava fossas.

A água dos banhos públicos era altamente contaminada (apesar dos esforços no transporte de água limpa), e mesmo a cidade de Roma com toda essa estrutura que levava água potável em canos e aquedutos, os banhos públicos tinham condições sanitárias precárias, pois ficava muita gente no mesmo espaço e água não era tratada com nenhum tipo de produto químico, como o cloro que usamos nas piscinas.

Após a queda do Império Romano, os aquedutos, ou foram destruídos pelos invasores bárbaros, ou viraram ruínas. Diversos Papas na Idade Média queriam empenhar recursos para reparar os antigos aquedutos romanos. No século VIII existia apenas quatro aquedutos ainda em atividade. E nos séculos XI e XII não haviam mais aquedutos em funcionamento. O Papa Nicolau V empreendeu uma grande restauração do aqueduto Aqua Virgo no século XV, que foi concluída somente no século XVII.

Um grande sistema de distribuição de água só superaria o romano na era contemporânea, com o advento da eletricidade e os conhecimentos de física. As cidades atualmente possuem um grande sistema que bombeia água para os canos e esses canos levam a água para as torneiras. É por causa dessas bombas que no caso de um blackout de dias, como aconteceu no Amapá, o fornecimento de água é cortado. A nossa sociedade contemporânea depende muito da eletricidade até para coisas básicas como a água encanada.

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