Quando a humanidade precisou deixar Deus de lado pra poder evoluir…

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(Calma, isso não tem nada a ver com a existência ou não existência de Deus)

No século XX surgiu a filosofia existencialista de Jean Paul Sartre, o filósofo diz que o homem existe primeiro e depois define quem ele vai ser. O contrário da óptica religiosa que diz que Deus define primeiro o que o homem vai ser e depois ele existe, mas o homem é livre pra escolher, livre arbítrio, mas Deus já escolheu por ele antes mesmo desse homem nascer? Fica muito confuso esse pensamento.

Sartre tira Deus da história pra passar uma mensagem importante, que o homem é responsável pelos seus atos, é livre pra escolher, e tomar uma atitude diante das injustiças do mundo. O pensamento religioso é meio comodista nessa época, pois se Deus já determinou o destino do homem, pra que interferir e tentar melhorar o mundo?

No livro “O existencialismo é um humanismo”, o filósofo vai mais além sobre a responsabilidade de um homem, ele argumenta que a escolha de um homem afeta toda a humanidade. É como naquela frase “Nunca pergunte por quem os sinos dobram, pois eles dobram por ti.” (se clicar em cima dessa citação, você vai para um post que explica melhor o significado disso). Sarte é ateu, mas isso não importa muito, pois a existência de Deus é independente de opinião. Por exemplo, se eu disser que o Sol não existe, ele não vai deixar de existir porque eu disse isso ou porque acredito nisso e me recuso a olhar pro céu.

“Se Deus não existisse, tudo seria permitido” segundo o escritor russo Dostoievski. Ou seja, se a não existência de Deus faz de alguém mal, desonesto, inescrupuloso, e o medo de Deus era a única coisa que impedia isso. Então essa pessoa nunca foi boa ou escolheu fazer o certo de verdade.

O homem tem que escolher livremente, sem más intenções, nem com medo de castigo ou esperando recompensa. Está na Bíblia: “Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras faz as escuras e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?” Isaías 29-15

Depositar tanta responsabilidade sobre um homem, é a a crítica que eu faço a Sartre. Pois nem sempre a situação permite fazer uma escolha isenta e livre, as vezes ir contra alguma injustiça exige muitos recursos e sacrifícios que nem todo homem dispõe.

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