Anthony van Dyck, um retratista do barroco flamengo

Antoon van Dyck, nascido na região da Antuérpia na Bélgica no ano de 1599, foi um importante artista do movimento artístico conhecido como barroco flamengo, ou barroco produzido por artistas do sul da Holanda nos séculos XVI e XVII. Anthony van Dyck foi o pintor oficial da corte do rei inglês Carlos I, o artista revolucionou o gênero de retratos sendo referência neste assunto por quase cento e cinquenta anos.

O artista revelou seu grande talento para a pintura quando era apenas uma criança de dez anos de idade, Van Dyck, estudou técnicas artísticas com um famoso pintor na região da Antuérpia, Hendrick van Balen. Com apenas quinze anos, Anthony Van Dyck já é considerado um mestre e começa a fazer parte da conhecida Guilda de São Lucas.

O Casamento de Tétis e Peleu com Apolo e o Concerto das Musas, Hendrick van Balen.

Van Dyck abriu um estúdio com o seu amigo Peter Paul Rubens, que também é considerado um grande pintor do barroco, por isso algumas pessoas acreditam que Van Dyck tem muito do estilo de seu amigo em suas pinturas pois ele teria sido outro professor de Anthony Van Dyck.

Peter Paul Rubens e Isabella Brant, por Peter Paul Rubens.

O embaixador inglês George Villiers convidou Van Dyck para ir pra Inglaterra, o artista aceita ir porém passa pouco tempo lá e retorna a sua casa, depois disto o pintor foi para a Itália onde ficou seis anos aprendendo arte com as obras de grandes mestres italianos como Ticiano. Van Dyck viveu a maior parte de sua estadia na Itália na cidade de Gênova, onde ele recebe diversas encomendas de retratos e também fez obras religiosas.

Cristo com a moeda, Anthony van Dyck.

Sua reputação como um fantástico artista na Itália chega aos ouvidos do rei da Inglaterra Carlo I. Junto com Orazio Gentileschi, sua filha Artemísia, o rei também convidou Anthony Van Dick para a sua corte. No ano de 1632, o artista se estabeleceu em Londres, o rei ofereceu uma casa para Van Dyck morar, perto do rio Tamisa e fora da cidade de Londres para escapar de um monopólio de artistas desta cidade. Ele fez diversos retratos do rei Carlos I e sua esposa a rainha Henrieta Maria.

Rei Carlos I, Van dyck.

Uma estimativa diz que Anthony Van Dyck produziu mais de quarenta retratos do rei Carlos I, que o monarca enviava como presente. É na corte do rei Carlos I que o artista desenvolve seu estilo de pintar retratos, com domínio de cor e com pinceladas mais leves. O rei representava um problema na hora de fazer um retrato pois o monarca possuía alguns defeitos e tinha baixa estatura. Mas Van Dyck conseguiu driblar estes problemas e fez muitos retratos que o rei aprovava. O artista também produziu diversos retratos da rainha Henrieta Maria, cerca de trinta pinturas.

Rainha Henrieta Maria, Anthony Van Dyck.

O estilo artístico do barroco aproximam Anthony Van Dyck do famoso artista holandês Rembrandt. Van Dyck também é considerado como o fundador da Escola de Pintura de Inglesa. Além de confeccionar retratos dos monarcas da Inglaterra, o artista também pintava retratos do resto da corte. Porém o artista não queria se limitar a ser apenas um retratista do rei, Anthony Van Dyck queria convencer Carlos I a fazer uma pintura histórica da Ordem nobre das Jarreteiras, seu amigo e mestre Rubens já havia concluído uma série de pinturas no teto na chamada Banqueting House, localizada em Whitehall. Poucas pinturas históricas de Van Dyck sobreviveram ao tempo.

Os retratos de Carlos I montado à cavalo são uma das obras do artista que mais mostram seu talento e habilidade em pintura barroca, com seu domínio de cores e as paisagens de fundo que Van Dyck colocava em suas pinturas.

Carlos I montado num cavalo, Van Dyck.

O estúdio do artista na Inglaterra recebia muitas encomendas de retratos, estima-se que o artista tenha produzido cerca de quatrocentas pinturas. Anthony Van Dyck foi um sucesso imediato quando se mudou para a Inglaterra. Se falava até mesmo que o estúdio fazia uma produção em série de retratos.

No ano de 1638 o rei concede cidadania à Anthony Van Dyck e o pintor se casa com a dama de companhia da rainha, Mary Ruthven. Com o início da guerra civil na Inglaterra o artista passa um tempo na região de Flandres na França. No ano de 1641 existem registros que dizem que Anthony Van Dyck estava se tratando de uma longa doença, o artista foi a Paris e depois voltou rapidamente para a Inglaterra mas acabou sucumbindo a doença.

Anthony Van Dyck morre no ano de 1641, ele foi enterrado em Londres porém seu túmulo acabou sendo destruído pelo grande incêndio que aconteceu no ano de 1666. Van Dyck entrou para a história da arte como um grande retratista do estilo do barroco flamengo.

6 comentários em “Anthony van Dyck, um retratista do barroco flamengo

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.