Nos próximos episódios…

Digo, nas próximas postagens…

Estou relendo discurso do método de Rene Descartes, pra continuar a falar sobre ele. Além de terminar John Locke (to presa na parte que ele começa a falar sobre briga de legislativo, judiciário, e executivo…).

E tenho que terminar Montesquieu, ele separou “os 3 poderes” segundo dizem, que isso resolveria o problema do abuso de autoridade do Estado.

Conforme eu to lendo Locke, e relendo Leviatã (pra saber o que Hobbes falou que incomodou tanto Montesquieu, a ponto dele criar uma ditadura democrática) to começando a perceber que a ideia de fazer a divisão de poderes no Estado já existia.

Hobbes tem uma opinião sobre isso e como ele consegue ver as consequências das coisas claramente, quero ver o porque ele achou que não funcionaria.  E Locke também fala sobre a divisão de poderes e chega até a falar sobre se houvesse uma briga entre eles…. (eu parei nessa parte).

Quero ver a novidade que Montesquieu propõe.

Desabafo do dia….

Quanto mais eu leio sobre os filósofos antecessores aos iluministas. Mais eu acho os pensadores iluministas simplistas. Principalmente porque eles não são realistas sobre a natureza humana, é muito idealismo. Não dá pra fundar um Estado com base num ideal inalcançável, como Marx fez com a economia, tem que ser realista.

Os filósofos posteriores aos iluministas começam a debater essa questão da natureza humana. David Hume fala que o homem é uma folha em branco, do mesmo jeito que Rousseau, mas ele constrói uma argumentação mais realista que Rousseau.  Por isso que quem consegue contra argumentar as ideias de Hume é Immanuel Kant (aquele que “fez” Einstein criar a teoria da relatividade).

Mas eu tenho que reler Rousseau e terminar Montesquieu, antes de criar antipatia pelo Iluminismo e achar que mentiram sobre isso na escola…..E no meio dessa turma de iluministas ainda tem Voltaire, e ele não é igual os outros, é mais racional. Então nada de tirar conclusões por enquanto.

Atualização:

Também quero falar mais sobre psicologia e comportamento humano. Eu sei que vai chegar um ponto em que a filosofia vai ficar muito esquisita, pessimista e chata. Nesse momento vou mudar pra psicologia, cultura e artes.

E sociologia e economia? Sobre economia eu vou comentar um pouco sobre os teóricos de economia, tipo Adam Smith e afins, até uma parte da história, porque acontece a mesma coisa que na filosofia, chega uma parte em que os economistas vão ficar confusos, pessimistas e chatos.

Sociologia eu vou comentar algumas coisas também, mas tem uma parte que os sociólogos ficam tipo os iluministas, muito simplistas e irrealistas. Não vou focar tanto nessas coisas confusas, e caóticas. Ninguém quer ler chatice.

Atualização 2:

Quero entrar na questão sobre as leis de acordo com Hobbes e Locke. eles são muito mais racionais e humanos que Montesquieu. E também quero fazer posts sobre curiosidades….e coisas interessantes.

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Quando um político representa o Estado…

Continuando Leviatã…Thomas Hobbes restringe sim os representantes do poder soberano, quando eles não representam o poder soberano, mas a interesses próprios.

“Se num corpo político o representante for um homem, qualquer coisa que faça na pessoa do corpo (político) que não seja permitida por suas cartas ou pelas leis é seu próprio ato, e não da corporação ou de qualquer de seus membros. Além dos limites estabelecidos por suas cartas e pelas leis, ele não representa a pessoa de ninguém, mas a si próprio.”

Ou seja, um representante do povo ou do poder soberano, só é representante enquanto cumprir as leis do Estado constituído. Quando esse representante faz algo que não esteja na lei, ele deixa de representar o Estado e passa a ser uma pessoa comum representando a si própria.

“No caso de o representante ser uma assembleia, tudo o que essa assembleia decretar, que não for permitido pelas cartas ou pelas leis, será ato da assembleia ou do corpo político, e o ato de cada um daqueles que votaram a favor do decreto. Não será, pois, o ato daqueles que, presentes, votaram contra, nem de nenhum dos ausentes (…)O ato é, então, da assembleia, porque foi votado pela maioria; se for um crime, a assembleia pode vir a ser punida, na medida do possível, com sua dissolução ou cassação de suas cartas, ou, então, por uma multa pecuniária.”


assembleiagrega

Traduzindo, tudo que for votado a favor numa assembleia e se constituir crime, esse crime deve ser atribuído aos que votaram a favor, e não os que votaram contra ou se ausentaram.

Mas ele diz que se o povo der o poder soberano a assembleia, ela não pode ser questionada, e as pessoas caem numa armadilha de ter que aceitar decisões feitas por um conluio de pessoas legislando em causa própria. O problema está em “quem terá o poder soberano?” E como impedir o abuso desse poder (embora segundo Hobbes, quando houver esse abuso, e o Estado não servir mais aos “súditos”, esse Estado tende a cair.)

É importante hoje em dia, com a atual crise política etc que as pessoas leiam os autores que definiram o que é um Estado (governo), pra que ele serve na prática, e os problemas que os filósofos não conseguiram resolver, que a gente consiga fazer isso hoje.

O conhecimento de filosofia é muito importante, principalmente quando essa filosofia é feita diante de uma análise racional.

Igualdade… o que é?

Depois que li uma parte da obra de Montesquieu (O Espírito das leis), fiquei incomodada com o jeito que ele fala sobre “igualdade”, na verdade a definição que ele usa, que é todo mundo ser igual, se vestir igual, ter as mesmas coisas, a mesma quantidade de filhos etc…

Eu lembrei de Thomas Hobbes e a definição que ele usa dessa palavra igualdade, que é totalmente diferente da de Montesquieu, que é mais uma definição de igualdade que as pessoas usam hoje em dia.

Mas pra explicar melhor a diferença entre as duas definições, vou ter que voltar a Hobbes e a Montesquieu, e vou procurar outros filósofos que falam sobre isso.

Meu próximo tópico pro blog será a definição filosófica da palavra “Igualdade” e suas deturpações.