Hans Holbein, o Jovem; o retratista do rei Henrique VIII

Hans Holbein, o Jovem; nasceu no ano de 1497 em Augsburg, no Sacro Império Romano Germânico. O artista fez parte do movimento artístico da renascença do norte, sendo um importante retratista do Reino da Inglaterra do século XVI. Hans Holbein foi o artista responsável por retratar um dos reis mais famosos da Inglaterra, o homem que matou a Ana Bolena, mãe da Rainha absolutista mais lembrada da Inglaterra, Elizabeth I.

O artista era filho de Hans Holbein, o Velho que também era desenhista e pintor. A Família Holbein mudou para Basel (Suiça) em busca de treinamento artístico para os filhos de Hans Holbein, o Velho; onde aprenderam a pintar e a fazer xilogravuras também, utilizando placas de metal. Holbein viaja para a Basiléia e conhece um amigo de Erasmus de Rotterdam e se torna amigo dele, Rotterdam é o autor do famoso livre, Elogio da Loucura, Uma de suas pinturas de retrato é sobre Erasmus de Rotterdam.

Erasmus de Rotterdam, Hans Holbein, o Jovem. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

No retrato de Erasmus de Rotterdam vemos características da pintura renascentista do norte como um estilo mais realista, a figura retratada tem um grande nível de detalhes na pele, também temos o uso de perspectiva e as proporções são naturais, não temos grandes distorções. No Renascimento do Norte os artistas ainda utilizam elementos ornamentados do gótico internacional como podemos ver no lado esquerdo da pintura. Hans Holbein, o Jovem; também teve contato com o humanismo em Bessel.

O artista viajou para a Itália, Roma, Florença, e França, conhecendo as obras de artistas como Leonardo da Vince e Andrea Mantegna. Por causa das guerras religiosas que estava acontecendo em certas regiões da Europa, Hans Holbein, o Jovem decide ir para Londres, incentivado por Erasmus de Rotterdam e Thomas More, autor do livro Utopia.

Holbein também fez um retrato de Thomas More:

Retrato de Thomas More, Hans Holbein, o Jovem. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

No Retrato de Thomas More temos características do renascimento do norte que é bem mais detalhista do que o do renascimento italiano. Holbein retratou os trajes de forma muito realista, podemos ver até mesmo a textura impressa nessa tela, temos veludo e pele de animal. Além disso o artista também deu volume, perspectiva e proporção de forma natural, com poucas distorções.

A pintura que se desenvolveu na Holanda, no que é chamado de a Era de Ouro da Pintura Holandesa, que abrange o Renascimento, Maneirismo e Barroco, sempre teve uma estética que começou parecida com o Barroco italiano, o Renascimento do Norte produzia pinturas bem realistas. Quando Hans Holbein, o Jovem chega na Inglaterra, recebe encomendas e produz retratos, é a forma realista e mais simples que atrai a nobreza e principalmente a realeza a buscar os trabalhos de Hans Holbein, O Jovem.

Embora ele tenha ido para a Inglaterra, na intenção de fugir dos conflitos religiosos que estavam surgindo após a Reforma Protestante que deu forças a várias formas de contestação dos poder da Igreja Católica, na Inglaterra havia o problema do rei Henrique VIII, que buscava a anulação de seu casamento pela Igreja, e também queria diminuir o poder político que ela tinha na Inglaterra. Até que o rei rompe com a Igreja e mais uma guerra religiosa se desenrola. É nesse contexto que o artista acaba caindo no círculo social do rei e faz diversos retratos de suas esposas, como Anna Cleves, a quarta esposa de Henrique VIII.

Anna Cleves, Hans Holbein, O jovem. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

No Retrato de Anna Cleves, Hans Holbein, O Jovem, retrata a Rainha consorte de Henrique VIII, de frente para a tela, essa posição deve ser algum tipo de protocolo que criaram por volta de 1538/39, porque nesse meio, em que se tem muitos egos e brigas por poder, se torna comum ficar elaborar regras e protocolos sobre quem seria mais importante e como devem aparecer numa imagem/pintura/foto. Como esse retrato não foi uma escolha estilística de Holbein como com Graham Sutherland no retrato de Winston Churchil, a única coisa que pode se concluir é que o artista mantêm seu nível de detalhismo.

Por fim temos a pintura mais famosa do rei Henrique VIII, na imagem a seguir:

Henrique VIII, Hans Holbein, O jovem. (Wikimedia Commons/Domínio Público)

O retrato de Henrique VIII é como o de Anna Cleves em relação ao posicionamento, ambos são figuras retratadas de frente, por isso parece que tem a ver com algum tipo de protocolo dessa corte. O rei não economizou nessa encomenda, Holbein usou ouro e o azul ultramarino, o pigmento que vem da pedra semipreciosa chamada de lápis-lazúli.

Hans Holbei, O jovem; morreu no ano de 1543.

Imagens e Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Hans_Holbein_the_Younger

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O homem e seus símbolos (Carl G. Jung)

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