Hobbes…montesquieu…chuva…domingo alegre…

Passei o dia relendo Leviatã, principalmente na parte que ele fala sobre as formas de governo feitas por assembleias (aristocracia e democracia). A diferença entre as duas é que uma tem membros só da elite e eleita pela elite e a outra é eleita pelo povo. Por que eu passei o dia lendo isso? É por causa do Montesquieu, que tenta contradizer Hobbes no livro, e diz que a melhor forma de governo seria a Aristocracia.

Thomas Hobbes descreve como uma Aristocracia funcionaria se fosse dada a ela o poder soberano. Ele fala das consequências desse tipo de governo para os súditos (povo).

Primeiro ele fala que o Soberano é um homem e por ser humano tem interesses pessoais além do interesse público, e no caso dessa pessoa ter que decidir entre esses dois interesses, ela vai escolher o interesse pessoal. A solução para esse problema seria que o interesse público e o pessoal estivessem próximos, para Hobbes isso acontece numa monarquia, pois teoricamente, o rei depende da fortuna dos súditos porque a reputação de um monarca é medida pela “qualidade de vida” dos súditos. (Em teoria…)

Mas numa aristocracia ou numa democracia* a prosperidade pública contribui menos para a fortuna pessoal de quem for corrupto. E quando uma assembleia tem que deliberar sobre um assunto (A conservação da floresta amazônica, por exemplo) e decide ouvir um conselho sobre isso, ela escolhe alguém que possui “o direito” de opinar (segundo os membros da assembleia), e esse direito é adquirido pela quantidade de fortuna que a pessoa tem e não pelo conhecimento (é o que acontece na prática). Também pode acontecer de que numa decisão importante, parte dos representantes dessa assembleia falte e a votação urgente teria que ser adiada.

Na monarquia o número de aduladores, parentes, família e protegidos do monarca é menor do que numa assembleia de 500 representantes, onde cada um desses representantes tem uma família e um grupo de protegidos. Ou seja, 500 vezes a despesa que um rei daria. (Não acho que uma monarquia seja a melhor forma de governo, mas Hobbes sim.)

Enfim, Thomas Hobbes bate no calo de Montesquieu, o santo governo Aristocrata.

E foi assim que passei meu domingo de chuva, relendo Leviatã, e o começo do livro é psicologia humana, depois tem as definições das palavras “Honra” “Liberdade” “Poder”, misturado com mais psicologia. E aí ele começa a falar sobre o Estado, soberania, poder soberano, sem limitar esse poder (que deve ter limites). Ou seja, to com fome, exausta e ainda tenho que voltar pro “Espírito das Leis” de Montesquieu, pro blog (se eu não fizer os textos hoje, não vou poder fazer durante a semana, porque vou estar sem tempo)….

domingo

E continua chovendo….

*Hobbes foca muito mais no governo Aristocratico, porque na prática as “democracias” gregas e romanas eram muito restritas pra ser democracia de fato.
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